domingo, 29 de março de 2009

JOÃO E MARIA (Chico Buarque e Sivuca)

Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava o rock para as matinês
Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país
Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido
Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?

segunda-feira, 2 de março de 2009

"(...)Fechar ao mal de amor nossa alma adormecida é dormir sem sonhar, é viver sem ter vida... Ter, a um sonho de amor, o coração sujeito é o mesmo que cravar uma faca no peito. Esta vida é um punhal com dois gumes fatais: não amar é sofrer; amar é sofrer mais"!

(Menotti del Pichia)

sábado, 21 de fevereiro de 2009

O "mulherão" Kate Winslet


A primeira vez que vi Kate Winslet na “big screen” foi em um longa alternativo, “Almas gêmeas”. Assisti no cinema e o filme (sobre quão maluca pode ser uma mente adolescente) me impressionou. Sim, Kate era uma adolescente não muito bonita na época, mas já muito talentosa.
De lá pra cá, muita água rolou (com um Titanic no meio, diga-se). Este, aliás, não está entre os meus filmes favoritos dela. Achava Rose um mulherão para o molecote Jack do Di Caprio e o casal não me convenceu. Gosto mesmo da ruiva louca de “Brilho eterno de uma mente sem lembranças” e da doce e atrapalhada Iris de “O amor não tira férias”. Aliás, neste último filme, o romance dela com o gordinho e nada galã Jack Black emociona mais do que o dos belos Cameron Diaz e Jude Law. Aliás, achei até Kate mais bonita do que Cameron neste filme.
Agora, ainda que tardiamente para quem tem tanto talento, Kate está recebendo uma pá de prêmios por dois filmes: “O leitor” e “Foi apenas um sonho”. Aliás, este último é o que une, após mais de dez anos, Kate Winslet e o amigo Leonardo di Caprio. Os trinta anos fizeram de Kate uma mulher mais linda, e deram rugas a Di Caprio que, finalmente, me parece um homem interessante.Aliás, vamos aguardar domingo pelo OSCAR onde, tomara, ela reinará soberana. De preferência, mostrando suas curvas de mulher real em um vestido bem justo.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Vícios

Robert Downey Jr em momento gato e não-drogadito

Já há algum tempo, não vejo muita graça no Tom Cruise. Acho que desde Jerry Maguire (1996). Depois disso, ele fez o filme do Kubrick, separou da Nicole e deu uma pirada. Dizem que ele já era meio piradão antes, mas tinha um agente linha-dura que cuidava da imagem dele. O agente foi mandado embora, ele começou a namorar a Katie Holmes, pulou de alegria no sofá da Oprah e andou dando umas declarações malucas por aí. Enfim.
Aí ele veio ao Brasil nesta semana com sua amada Katie e a filhinha fofa. Sabe que eu fiquei feliz de vê-lo com aquele sorrisão? Tom Cruise é Tom Cruise. Querendo ou não, marcou minha vida. Como já contei há alguns posts atrás, troquei várias playboys-relíquia por fotos dele. E assisti ao “Top Gun” por 26 vezes. Meu passado me condena horrores.


Falando em ídolos juvenis, eu tive outros, além do Tom. Judd Nelson (lembra?) era um. Robert Downey Júnior era outro. Esses meninos rebeldes com cara de carente. Eu A-MA-VA o Robert Downey. Louca, pirada. E quando ele fez o Chaplin? Genial. Não era do tipo lindo, mas tinha um talento absurdo. Teve vários problemas com drogas, foi internado inúmeras vezes, preso outras tantas. Agora está aí, concorrendo ao OSCAR deste ano, como ator coadjuvante. E eu fico feliz com isso.

Daí que eu nem ia assistir ao Big Brother neste ano. Prometi que não ia assistir porque vicio, confesso. Café e Big Brother são minhas drogas lícitas. E eu preciso trabalhar e fico lá pegando afeto com gente que nem conheço, odiando outros e chorando em paredão (sim, meu passado próximo também me condena). Não ia assistir, mas aí bati o olho num participante que me lembrou o Robert Downey. Muito. O Robert Downey e um ex. Aí ferrou bonito. Virei freguesa do BBB9. Minha adolescência tem habitado em mim nos últimos dias.

domingo, 25 de janeiro de 2009

"O curioso caso de Benjamin Button"


"Somos predestinados a perder as pessoas que amamos. De que outra maneira saberíamos como são importantes para nós?"

David Fincher, diretor de "O curioso caso de Benjamin Button" é um bom contador de histórias. Assim como Forrest Gump, personagem que parece um primo-irmão de Benjamin. E, assim como o filme "Forrest Gump"(1994), a saga de Benjamin Button vem entremeada de frases que o ilustram, tais como a que dá inicio este post.

Forrest (Tom Hanks) era um cara limítrofe. Um herói bom e puro, com uma mãe (Sally Field) que faria qualquer coisa por amor a ele. Com pouca malícia, este homem, um tanto quanto limitado e comum, atravessa eventos extraordinários sem se dar conta (conhece Elvis, vai para a guerra do Vietnã, ajuda John Lennon a escrever Imagine, etc). Atravessa quase todo o século XX praticamente sem envelhecer e amando a mesma mulher. Já Benjamin (Brad Pitt) é um homem que nasce com uma estranha característica: tem cerca de 80 anos ao nascer. A mãe morre no parto, e o pai o rejeita, deixando-o num asilo. Lá, ele encontra sua mãe de criação que, a despeito das dificuldades, parece fazer qualquer coisa por amor a ele. Benjamin é bom, um herói puro de sentimentos. Ao longo da vida, este homem, ingênuo e casto aos 80, vai aprendendo as malícias da vida enquanto rejuvenesce. O dom de rejuvenescer enquanto passam-se os anos faz dele um homem extraordinário, vivendo coisas comuns (o primeiro emprego, a primeira mulher, o primeiro porre, o amor). Também como Forrest, ele atravessa o século XX amando a mesma mulher.

Há que se ver os dois filmes sem grandes críticas. São fábulas. Benjamin, em especial, nos mostra que o que seria uma grande dádiva ( tornar-se cada vez mais jovem enquanto se ganha sabedoria) não nos proteje das perdas inerentes à vida. Emociona por falar, com delicadeza, de dois grandes amores (indissociáveis segundo a psicanálise): o da mãe e o de outra mulher. A mãe de Benjamin o amava de qualquer forma. Daisy (Cate Blanchet), seu grande amor, o amava, independente de qual fase da vida estavam, e das diferenças de idade. Amava-o. Simples assim. E, afinal, o que mais buscamos na vida, senão isso?

sábado, 17 de janeiro de 2009

Caminho das Índias

Adoro a Juliana Paes, mas a Glória Perez, depois do Manoel Carlos, é a campeã em criar heroína chata. Chaaaaaata. Heroína chata e mocinho mongo. Bora relembrar??

1) Barriga de Aluguel
O único papel da Cláudia Abreu que eu não suportei. Clara era insuportável. Disputava com a Cássia Kiss (Ana) a maternidade de um bebê e o posto de mais chata da novela. E o mocinho era o Vitor Fasano. Nem preciso falar nada.
2) De corpo e alma
Cristiana de Oliveira foi Paloma. Envolvia-se com Tarcisão (juiz Diogo) . Alguém lembra? Deu saudades da Juma.
3) Explode coração
Depois da Dara, Tereza Seiblitz nunca mais fez um papel relevante na tevê. E eu gostava dela. Dara fazia par com Júlio Falcão (Edson Celulari) e com o cigano Ígor (Ricardo Machi).
4) O clone
Jade (Giovana Antonelli) foi a mocinha mais chata e mimada de todas as novelas. Eu queria mesmo que ela queimasse no mármore do inferno (e olha que eu também gosto da Giovana). E o Murilo Benício era o Lucassssss. Mongo total.
5) América
Sol começou a novela em um tom marrom. Deborah Secco como Sol deu nos nervos. Novamente o Murilo Benício era o mocinho chato. Tião. Que conversava com o Boi Bandido.

Glória, salve a classe de autoras de telenovela. Faça uma mocinha digna e menos histérica. Juliana Paes merece. Márcio Garcia merece. E a gente também.

A favorita - último capítulo

Pobre Shiva Lênin. O verdadeiro herói da novela.

- cuidou e aturou um pai lunático a novela inteira
- teve outro pai melancólico (e, desculpe, corno) a novela inteira
- a mãe era traficante de armas, bandidona e tinha rodado com metade do elenco masculino
- assumiu a paternidade de um filho que não era seu, de uma garota que tinha um pai violento que o ameçava

E, no último capítulo
- teve que ficar cuidando do restaurante enquanto Catarina viaja com Estela.
- não descobriu quem era seu verdadeiro pai.

Que Zé Bob, o quê. Shiva Lênin é o cara.