
"Somos predestinados a perder as pessoas que amamos. De que outra maneira saberíamos como são importantes para nós?"
David Fincher, diretor de "O curioso caso de Benjamin Button" é um bom contador de histórias. Assim como Forrest Gump, personagem que parece um primo-irmão de Benjamin. E, assim como o filme "Forrest Gump"(1994), a saga de Benjamin Button vem entremeada de frases que o ilustram, tais como a que dá inicio este post.
Forrest (Tom Hanks) era um cara limítrofe. Um herói bom e puro, com uma mãe (Sally Field) que faria qualquer coisa por amor a ele. Com pouca malícia, este homem, um tanto quanto limitado e comum, atravessa eventos extraordinários sem se dar conta (conhece Elvis, vai para a guerra do Vietnã, ajuda John Lennon a escrever Imagine, etc). Atravessa quase todo o século XX praticamente sem envelhecer e amando a mesma mulher. Já Benjamin (Brad Pitt) é um homem que nasce com uma estranha característica: tem cerca de 80 anos ao nascer. A mãe morre no parto, e o pai o rejeita, deixando-o num asilo. Lá, ele encontra sua mãe de criação que, a despeito das dificuldades, parece fazer qualquer coisa por amor a ele. Benjamin é bom, um herói puro de sentimentos. Ao longo da vida, este homem, ingênuo e casto aos 80, vai aprendendo as malícias da vida enquanto rejuvenesce. O dom de rejuvenescer enquanto passam-se os anos faz dele um homem extraordinário, vivendo coisas comuns (o primeiro emprego, a primeira mulher, o primeiro porre, o amor). Também como Forrest, ele atravessa o século XX amando a mesma mulher.
Há que se ver os dois filmes sem grandes críticas. São fábulas. Benjamin, em especial, nos mostra que o que seria uma grande dádiva ( tornar-se cada vez mais jovem enquanto se ganha sabedoria) não nos proteje das perdas inerentes à vida. Emociona por falar, com delicadeza, de dois grandes amores (indissociáveis segundo a psicanálise): o da mãe e o de outra mulher. A mãe de Benjamin o amava de qualquer forma. Daisy (Cate Blanchet), seu grande amor, o amava, independente de qual fase da vida estavam, e das diferenças de idade. Amava-o. Simples assim. E, afinal, o que mais buscamos na vida, senão isso?
David Fincher, diretor de "O curioso caso de Benjamin Button" é um bom contador de histórias. Assim como Forrest Gump, personagem que parece um primo-irmão de Benjamin. E, assim como o filme "Forrest Gump"(1994), a saga de Benjamin Button vem entremeada de frases que o ilustram, tais como a que dá inicio este post.
Forrest (Tom Hanks) era um cara limítrofe. Um herói bom e puro, com uma mãe (Sally Field) que faria qualquer coisa por amor a ele. Com pouca malícia, este homem, um tanto quanto limitado e comum, atravessa eventos extraordinários sem se dar conta (conhece Elvis, vai para a guerra do Vietnã, ajuda John Lennon a escrever Imagine, etc). Atravessa quase todo o século XX praticamente sem envelhecer e amando a mesma mulher. Já Benjamin (Brad Pitt) é um homem que nasce com uma estranha característica: tem cerca de 80 anos ao nascer. A mãe morre no parto, e o pai o rejeita, deixando-o num asilo. Lá, ele encontra sua mãe de criação que, a despeito das dificuldades, parece fazer qualquer coisa por amor a ele. Benjamin é bom, um herói puro de sentimentos. Ao longo da vida, este homem, ingênuo e casto aos 80, vai aprendendo as malícias da vida enquanto rejuvenesce. O dom de rejuvenescer enquanto passam-se os anos faz dele um homem extraordinário, vivendo coisas comuns (o primeiro emprego, a primeira mulher, o primeiro porre, o amor). Também como Forrest, ele atravessa o século XX amando a mesma mulher.
Há que se ver os dois filmes sem grandes críticas. São fábulas. Benjamin, em especial, nos mostra que o que seria uma grande dádiva ( tornar-se cada vez mais jovem enquanto se ganha sabedoria) não nos proteje das perdas inerentes à vida. Emociona por falar, com delicadeza, de dois grandes amores (indissociáveis segundo a psicanálise): o da mãe e o de outra mulher. A mãe de Benjamin o amava de qualquer forma. Daisy (Cate Blanchet), seu grande amor, o amava, independente de qual fase da vida estavam, e das diferenças de idade. Amava-o. Simples assim. E, afinal, o que mais buscamos na vida, senão isso?